História Animada 

Das figuras rupestres encontradas em cavernas até as primeiras projeções sobre fundo negro realizadas na china, se passaram mais de 15 mil anos antes e alguns milhares depois até que a projeção se transformasse no teatro de sombras chinesas, chinesas mas criadas pelos alemães, que deram vida aos brinquedos de projeção luminosa

No ano de 1795 foi apresentado o primeiro grande espetaculo de sombras animadas, onde se retratavam episódios históricos, e possuiam grande teor ideológico, esses episódios eram sonorizados e projetados com uma lanterna móvel, ai teve inicio também a animação 3D, mesmo sendo em condições primárias e não computadorizadas, o “fantascópio” projetava imagens através de um projetor oculto por uma tela translúcida na fumaça, o que dava impressão de tridimensionalidade na imagem.

Alguns anos depois o Dr. Paris e W.H. Fintton lançam o brinquedo “Taumatropo”; um disco de papelão onde, em uma das faces, vê-se o desenho de uma gaiola e na outra o de um passarinho. Ao girar esse disco, tinha-se a impressão de que o pássaro estava dentro da gaiola. E uma atualização do mesmo que se chamava “Fenaquistiscópio”, dispositivo composto por dois círculos dispostos frente a frente, onde ao redor de um desses discos encontra-se a representação visual da decomposição de um movimento qualquer e, ao redor do outro disco, vemos pequenas janelas cujo número era igual ao de desenhos contidos no outro disco. Para se observar a reconstituição do movimento, bastava girar ambos os discos e olhar pelas “janelas”. Esse foi criado pelo físico belga Joseph Plateau.

Em 1872, talvez a primeira captura de imagens em movimento, pelo fotógrafo Eadweard Muybridge, desafiado em uma aposta pelo governador da Califórnia, Leland Standford, desenvolve uma experiência para provar que havia uma posição no galope do cavalo em que nenhuma das quatro patas do animal tocava o chão. Para isso, Muybridge, auxiliado pelo engenheiro John D. Isaacs, utiliza-se de uma série de 24 câmaras escuras ( cada qual com uma chapa emulsionada ), que abriam-se progressivamente à medida que passava o cavalo. Na sua corrida, este tocava sucessivamente em fios, devidamente esticados, para acionarem os obturadores das câmaras.

Em meados de 1894/1895 Auguste e Louis, os irmãos Lumiére, após analisarem os aparelhos já inventados, porém que continham falhas, criam o “Cinematógrafo”, aparelho com o qual se registrava e projetava imagens. E foi com esse aparelho que eles realizaram a memorável sessão de 28 de dezembro de 1895.

Thiago Botana

 

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Os Pais da Animação 

Émile Cohl

Atribui-se ao francês Émile Cohl a paternidade do cinema de animação. Levado pelo seu gosto por desenho, torna-se ilustrador. Também trabalhou como cenarista no teatro, e seu primeiro contato com a produção cinematográfica foi justamente a confecção de cenários para filmes. Cohl era amigo de Georges Mélies, um dos responsáveis pela criação da arte cinematográfica através de suas preciosas trucagens e efeitos especiais.

Em seus trabalhos de animação seus personagens possuem contornos bem nítidos ou são apenas simples linhas esquemáticas. A propriedade fundamental de seus filmes é a metamorfose. Os princípios da tranqüilidade e racionalidade humanas são constantemente perturbados; o impossível se realiza e quase se cria uma lógica do absurdo. Seu primeiro filme animado, “Fantasmagorie” ( 1908 ), com duração de dois minutos, consiste em um fluxo de imagens oníricas, sem uma estrutura narrativa, mas determinada por uma lógica interna. O período de sua maior produtividade é de 1906 a 1912 e sua obra é composta por mais de cem filmes, todos de curta duração. Tendo como matéria prima pessoas, figuras recortadas, bonecos, marionetes ou desenhos, Cohl constituiu para a história do Cinema uma nova estética através do Cinema de animação.

Émile Cohl continuou produzindo filmes nos anos vinte, mas morreu na miséria em 1938. Ainda provoca fascinação em animadores, que reconhecem seu poder misterioso de transformar e distorcer o mundo de figuras e objetos.

Thomas Alva Édison

O inventor americano Thomas Alva Édison realizou importantes experiências no início do cinema. Inspirado em seu próprio “Fonógrafo”, lança o “Fonógrafo Ótico”, que tratava-se de um cilindro rotativo no qual imagens eram impressas sucessivamente por intermédio de uma lente. Pela inviabilidade da produção em série deste invento (Édison visava sua exploração comercial), começou a desenvolver novas pesquisas.

Quando começava a se desinteressar pelo asssunto, Édison conhece os “striping-films”, de George Eastman; eram fitas de celulóide transparente emulsionadas e com perfurações nos espaços entre uma imgem e outra. Entusiasmado pela descoberta de tal invento, Édison faz logo vastas encomendas, mas uma dificuldade subsistia: o sistema de perfuração não se adequava aos seus propósitos. Seu ajudante é quem resolve o problema e, após alguns testes, dimimui o tamanho das perfurações, aumentando-lhe o número e as desviando para as margens da película (ainda hoje as películas cinematográficas mantêm este mesmo sistema de perfurações proposto por Édison).

Em 1889, Édison assiste à projeção do primeiro filme sonoro em seu “Cinefonógrafo” que, por sinal, logo foi abandonado pela grande dificuldade de sincronização entre imagem e som, adiando em 40 anos a data de criação do cinema sonoro.
Édison desenvolve outros aparelhos que trabalham com o registro de imagens em película – sendo o “Cinetógrafo”, de 1891, o melhor deles – mas é superado pelo “Cinematógrafo” dos Irmãos Lumiére, criado entre 1894 e 1895.

 

George Méliès

O francês George Méliès, antes de fazer cinema, era o diretor de uma sala reservada à mostra de espetáculos de ilusionismo, o “Teatro Robert Houdin”. Seu primeiro contato com o cinema se deu na memorável sessão promovida pelos irmãos Lumiére, onde marcava presença como mais um espectador maravilhado.
Os primeiros filmes de Méliès, realizados em 1896, não acrescentam muita coisa ao universo do cinema, sendo estes, em geral, cópias do que já tinha sido feito. Sua originalidade começa a se manifestar quando o acaso lhe sugere a idéia da trucagem; e foi Méliès quem primeiro enxergou o potencial criativo deste recurso.

A partir de 1897, Méliès começou a explorar aquilo que seria a sua marca registrada: “o fantástico”. Para constituir este universo, utilizou-se do recurso da exposição múltipla de negativos, da fotografia composta, de todos os recursos oferecidos pelo teatro, do processo de pintura sobre película para se conseguir “filmes coloridos”, entre outras coisas.

Méliès atingiu seu apogeu com o filme “Viagem à Lua” ( 1902 ), grande êxito artístico e comercial que tornou seu nome mundialmente célebre. No entanto, apenas cinco anos após o lançamento deste filme, encontrava-se falido.

De 1900 ao fim de sua carreira, por volta de 1912, a evolução estética de Méliès é praticamente imperceptível. Manteve-se sempre fiel à sua estética de “Teatro filmado”, que permitiu-lhe criar um mundo fantástico, poético e encantador.

Conteúdo Retirado de http://www.eba.ufmg.br/midiaarte/quadroaquadro/ 

Thiago Botana